Frisou que o processo facilita os procedimentos de licenciamento das importações e das exportações, visando a atracção de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, de qualidades e especializados.
"A eliminação de barreiras e restrições ao comércio, a aplicação de procedimentos que visam a facilitação de investimentos, o aumento da competitividade, a aceleração do crescimento e aumento dos ganhos derivados do comércio internacional, com a adopção de uma política comercial virada para o desenvolvimento, são, na actualidade, o nosso principal foco”, referiu Victor Fernandes.
Dentre os vários projectos já em curso, o ministro Victor Fernandes indicou a operacionalização dos Pólos de Desenvolvimento Industrial e dos Parques Industriais Rurais, que são infra-estruturas de localização industrial, dedicadas à concentração de unidades industriais, onde empreendedores podem instalar as suas fábricas de grande, médio e pequeno porte, e se conectarem com fornecedores de matérias-primas provenientes do mercado nacional.
Essas infra-estruturas de localização industrial têm sido muito procuradas pelos investidores, principalmente os que se dedicam à indústria transformadora, com visão para a conquista de mercados intra-africanos, no contexto da integração económica regional, quer ao nível da ZCLCA, quer da SADC, bem como a sua utilização na implementação do Planagrão, do Planapescas e do Planapecuária.
"Angola e Espanha têm agora uma cooperação bastante estreita, relação na qual se torna cada vez mais imperactivo o desenvolvimento de parcerias a longo prazo, entre as classes empresariais de ambos os países, no âmbito da diplomacia económica desenvolvida nos últimos anos pelos líderes de ambas nações”, disse o ministro.
Potencialidades
Angola conta com terras aráveis em 70 por cento do seu território e mais de 60 por cento da sua população é jovem, o que torna o país um mercado com um potencial fascinante.
É um dos países com a maior rede hidrográfica de África, geograficamente bem localizada, tornando-o numa porta de entrada estratégica para o mercado da SADC, bem como uma alavanca exportadora para a Zona do Comércio Livre Continental Africana, da qual é parte integrante, que conta com mais de 1,3 mil milhões de consumidores.
Por seu turno, Alicia Charles, empresária espanhola, presente no encontro, mostrou-se surpreendida pela positiva com as oportunidades apresentadas pelo ministro, demonstrando inúmeras aberturas e potencialidades para a classe empresarial espanhola que pretende investir em Angola.
A feira durou um dia, durante o qual empresas participantes trocaram experiências.
A IMEX congrega a nata da indústria e do comércio europeu, tendo, este ano, a presença de 25 empresas angolanas, que se destacam no ramo da transformação de bens de primeira necessidade e de serviços, e que buscam mercado e a criação de parcerias sólidas, além da troca de conhecimentos.
Angola, que nos últimos tempos tem fortalecido as relações com o Reino de Espanha, é encarada como um dos países fundamentais para o desenvolvimento da região austral do continente, razão pela qual a Espanha se tem engajado na troca de experiências e reforço da cooperação no ramo da indústria e do Comércio.